quarta-feira, 14 de julho de 2010

A FÁBULA DA GALINHA NA TERRA DA TRIBUTAÇÃO E DA SOLIDARIEDADE

Prezados leitores do Blog do Oscar, pesquisando em meus arquivos, encontrei essa pérola escrita por um amigo de profissão, que retrata muito bem a situação daqueles que vencem através da educação, do trabalho árduo, e que tem coragem de ser empreendedor no país da tributação, da corrupção, da malandragem, do jeitinho brasileiro, das mamatas, das falcatruas, do carnaval com suas mulheres quase nuas, da senvergonhice de alguns cidadãos e políticos, dos feriados, da cachaça, da cerveja, do futebol, dos políticos corruptos e bandidos, e por último, da vagabundagem que se estabeleceu em nosso tão amado país, chamado Brasil!

Leiam, ponderem e reflitam o texto abaixo! Estamos em ano eleitoral e precisamos acordar para os problemas que nos afligem todos os dias como cidadãos brasileiros! Principalmente, os impostos que tanto nos atormentam e que, como somos sabedores, a fatia maior do bolo de impostos, vai para o bolso dos políticos e funcionários privilegiados dos tres poderes. Nestas eleições, precisamos votar com consciência ou, do contrário, os problemas se perpetuarão!

Era uma vez uma galinha que encontrou alguns grãos de trigo no quintal. Chamou a vaca, o porco, o pato e o cão, para ajudar a plantá-lo.

“Eu não”, a vaca mugiu.
“Nem eu”, grunhiu o porco.
“Deixa para lá”, grasnou o pato.
“Tô fora!”, latiu o cão.

A galinha, então, plantou o trigo, sozinha. Assim que estava próxima a colheita, voltou a convocar os animais para colhê-lo. Teve as seguintes respostas:

“Não recebi treino para fazer estas coisas!” (vaca)
“Quem, eu? Trabalho me cansa!” (porco)
“Estou de férias” (pato)
“Serviço pesado não é comigo!” (cão)

Não houve jeito de convencer a bicharada a colaborar, de forma que a galinha teve que colher o trigo sozinha.

Chegou a hora de assar o pão com o trigo colhido. “Quem vai me ajudar?”, foi a pergunta da galinha, diante da qual obteve as seguintes evasivas:

“Estou no seguro desemprego, e por isso não preciso trabalhar” (vaca)
“Está muito quente, deixa isto para um dia mais frio!” (porco)
“Ei, você tem que me pagar hora extra, senão não faço!” (pato)
“Se eu trabalhar e aumentar minha renda, perco a bolsa-ração, eu preciso dela!” (cão)

Então a galinha assou o trigo e obteve 5 pães como resultado. Satisfeita, mostrou-os à bicharada.

Todos exigiram uma parte, mas a galinha prontamente cacarejou: “Não! Fiz todo o trabalho sozinha! Eu é que devo consumir estes pães, e não vocês!”. Como resultado, recebeu vários impropérios, entre os quais:

“Sua verme burguesa!” (vaca)
“Exijo direitos iguais!” (porco)
“Que falta de solidariedade, sua ...!” (pato)
“Gananciosa, capitalista, exploradora!” (cão)

Houve alvoroço, protestos, discursos contra a atitude da galinha. Logo chega um funcionário do governo e exige da galinha os vários impostos sobre a produção do pão.

Diante de tamanha pressão, a galinha alegou que trabalhara sozinha, e que ninguém a ajudara, nem o governo, nem a bicharada, portanto, tinha direito a dispor do pão como bem entendesse.

O funcionário do governo chamou então a polícia e falou: “você se arriscou a produzir, pelas nossas leis, você deve pagar os impostos e os trabalhadores produtivos devem dividir os lucros com todos, para a paz e a justiça social”.

Desta forma, 2 pães foram entregues ao governo, como pagamento de impostos, e os 3 pães que restaram foram divididos em fatias e distribuídos em partes entre a bicharada.

Todos comeram e se fartaram, achando muito justas as leis do país da tributação e da solidariedade. Porém, a bicharada não entendeu porque, nunca mais, a galinha voltou a fazer pão...

Essa é a dura, triste, cruel e real situação de quem se atreve a produzir alguma coisa no Brasil. Temos o "Robin Hood" chamado governo, que toma dos produtores e trabalhadores em forma de impostos, embolsa a maior parte do saque, e distribui as migalhas com os pobres e com aqueles que nada produzem no Brasil, alegando estar efetuando "uma distribuição de renda e igualdade social" às custas dos trabalhadores e das empresas privadas.

Créditos: Júlio César Zanluca.
Julio César Zanluca é contabilista e coordenador técnico do site Portal Tributário.

ACORDA BRASIL!!!

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