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Motorola luta para reencontrar sua vocação

Ana Luiza Mahlmeister, de São Paulo
11/03/2010

Telefonia: Celular inteligente ganha destaque na estratégia da fabricante

A pressão competitiva na indústria de celulares faz vítimas ao longo do caminho. O consumidor é volúvel e elege seus favoritos ao sabor da inovação. Acompanhar esse ritmo tem exigido muita energia, investimentos e estratégias precisas para equilibrar os desejos dos assinantes e manter a rentabilidade. Particularmente para a Motorola, os últimos dois anos exigiram esforço extra para que a companhia encontrasse novamente sua vocação.

No último trimestre de 2008, a companhia teve um prejuízo global de US$ 3,6 bilhões. No ano passado, iniciou uma retomada discreta, mas constante. Este ano será decisivo, pois a empresa já jogou o que considera sua grande cartada: uma parceria com o Google para o sistema operacional Android. Esse movimento a coloca como participante do mercado que mais cresce atualmente, o dos aparelhos inteligentes (smartphones). Essa aliança com o Google também abre para o consumidor dos celulares da Motorola uma loja virtual com mais de 30 mil aplicativos.

À frente da subsidiária brasileira, Enrique Ussher destaca o trabalho do novo presidente mundial, Sanjay Jha, que nos últimos 18 meses redirecionou a companhia para atender, de forma mais focada, aos anseios dos consumidores. A parceria com o Google deu mais recursos para concorrer com as rivais Apple e RIM, fabricante do BlackBerry, e já resultou no lançamento de oito modelos de telefones inteligentes. Os resultados começaram a aparecer em 2009 com o crescimento da receita e a volta do lucro.

Dos oito aparelhos lançados mundialmente, três já estão no Brasil (Dext, Milestone e Backflip). O Quench, recentemente anunciado no Mobile World Congress, em Barcelona, chega ao país no fim do mês. A empresa não divulga números regionais, mas a matriz demonstrou a importância do mercado brasileiro ao escolhê-lo para o lançamento mundial do Backflip com o Android, por meio de uma parceria com a Vivo.

Todos esses aparelhos e os que chegarão ao mercado são produzidos na fábrica da Motorola em Jaguariúna, no interior de São Paulo, para consumo local e exportação. Só no ano passado, a empresa exportou US$ 557 milhões entre aparelhos, equipamento de rede IDEN, rádio bidirecional, módulos sem fio e scanners, sendo que os celulares representam a maior parte desse faturamento.

Para se diferenciar da concorrência do próprio Android em outros aparelhos (de fabricantes como HTC, Samsung e LG) a Motorola coloca uma camada própria de software, o Motoblur. O sistema integra diversas aplicações e melhora a interface do assinante com os programas residentes no aparelho. As redes sociais, por exemplo, podem ser agrupadas em uma única tela e são atualizadas de forma unificada. Os contatos dessas redes são agregados e sincronizados na agenda móvel, assim como o e-mail da empresa e o pessoal que podem ser acessados de uma única caixa postal.

Além da loja do Google - que dá acesso a uma ampla linha de programas -, a Motorola lançou em fevereiro, primeiro na China, uma loja própria de aplicativos, a Shop4 Apps, com sistemas testados e homologados para o Android. A loja não tem data para chegar ao Brasil, mas a empresa já iniciou um movimento para atrair desenvolvedores brasileiros para sua plataforma com o lançamento, ainda neste primeiro semestre, do programa mundial MotoDev, comunidade dos criadores de aplicativos.

O foco em aparelhos inteligentes traz um desafio extra para a subsidiária brasileira. No país, 80% da base de assinantes é de usuários de celulares pré-pagos que usam aparelhos mais simples. "Os aparelhos com sistema operacional Android e a camada Motoblur estão bem posicionados porque ao integrar funções, economizam tempo de transmissão de dados com a operadora", afirma Ussher. A tendência, segundo o executivo, é que esses aparelhos comecem a chegar ao mercado de massa até o fim do ano, quando seu preço médio deve cair dos atuais US$ 800 para US$ 150 (sem subsídio da operadora).

As escolhas da companhia começam a dar sinais positivos. Ussher aponta que nos Estados Unidos a participação de celulares Android no tráfego de dados aumentou de 6% para 21% nos últimos três meses de 2009, registrando o maior crescimento entre os sistemas operacionais, conforme pesquisa da companhia americana Change Wave Research. A mesma empresa mostra que a intenção de compra dos produtos Motorola no segmento de telefones inteligentes cresceu de 1% para 13% nos últimos meses de 2009, ano em que a companhia registrou a venda de 2 milhões de aparelhos inteligentes no mundo.

Fonte: Valor Econômico

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